Deputado Gilson Daniel (Podemos – ES) dá aula sobre criação em ambiente doméstico
O deputado federal Gilson Daniel tem se destacado nacionalmente como um grande conhecedor da legislação que envolve a criação de animais em ambiente doméstico. Sua atuação no Espírito Santo tem sido um exemplo de como um parlamentar pode contribuir efetivamente com uma pauta tão relevante e negligenciada por anos.
A FIC – Federação Internacional dos Criadores acompanha de perto a evolução do trabalho do deputado e, além disso, já está em articulação com o deputado federal Zucco, no Rio Grande do Sul, para ampliar esse movimento em outros estados.
Hoje, a FIC já conta com oito clubes associados no Espírito Santo, o que demonstra a força e a representatividade da criação legal e responsável na região.
⚖️ A fauna brasileira precisa de deputados que conheçam profundamente a legislação ambiental, e o papel da FIC é justamente esse: promover o diálogo entre criadores, entidades e parlamentares, com o objetivo de consolidar um projeto sólido em cada estado brasileiro. A meta é ter um deputado federal e um deputado estadual engajados por estado, defendendo os interesses da criação legalizada e combatendo os excessos da burocracia.
“Estamos apenas começando. Com apenas um ano de fundação, a FIC já mostrou ao que veio, enquanto outros, que há anos dizem representar a classe, apenas pedem rifas e dinheiro para ir a Brasília sem oferecer resultado real. Nós, ao contrário, decidimos montar primeiro uma grande base, com representantes comprometidos com os criadores, para que, quando houver necessidade real de mobilização, estejamos preparados e fortalecidos”, afirma Nelson Arrué, presidente da FIC.
O deputado Gilson Daniel, ao lado do deputado Sargento Portugal, do Rio de Janeiro, tem construído pontes e colaborado com a causa de forma estratégica. Agora, com o avanço no Rio Grande do Sul, o próximo estado será Minas Gerais, onde já há uma articulação em curso com o senador Cleitinho, além de dois deputados federais e um estadual.
Burocracia em São Paulo trava novos criadores
Ontem mesmo publicamos em nosso site uma matéria sobre a gravíssima situação no estado de São Paulo, onde criadores legalizados estão sendo categoricamente barrados pela burocracia imposta pela Secretaria de Meio Ambiente.
O processo para cadastrar um novo criador se tornou quase inviável: o interessado deve aguardar o início do mês para, na primeira semana, tentar agendar seu cadastro no sistema estadual, que abre às 08h30 e já está fechado antes das 09h00. Quem não conseguir realizar o cadastro nesse pequeno intervalo, tem que aguardar mais 60 dias para tentar novamente.
Um procedimento que poderia ser homologado em 48 horas hoje consome dois meses ou mais, sem justificativa técnica. Isso desestimula, humilha e marginaliza criadores que só querem agir de forma correta.
A FIC já está atuando para desmontar essa estrutura burocrática e propõe que, em até 72 horas, o criador esteja devidamente cadastrado no sistema estadual e homologado no Cadastro Técnico Federal do IBAMA, com respaldo legal e transparência.
Essa herança maldita veio de um grupo que, em 2010, durante a regularização da fauna e flora, transferiu as atribuições do IBAMA para os estados, sem qualquer preparo técnico para isso. Se já era difícil sob o comando federal, hoje vivemos um verdadeiro caos com estados despreparados, guardas municipais, polícias civil e militar visitando criadores regularmente, enquanto traficantes de fauna continuam livres e impunes, espalhando animais de forma ilegal por todo o país.
♂️ Perseguição aos legalizados, impunidade para os traficantes
O cenário é ainda mais revoltante quando o criador, por um pequeno erro como a não transferência de um pássaro, ou por uma suspeita de violação de anilha, é imediatamente suspenso, impedido de criar enquanto o processo se arrasta. Ele é multado por todos os pássaros, como penalidade coletiva aplicada de forma arbitrária, paga advogado, responde processo civil e penal, é denunciado no Ministério Público e ainda paga multa administrativa ao IBAMA.
Enquanto isso, os verdadeiros criminosos do tráfico de fauna seguem sem fiscalização, sem cadastro e sem punição.
A FIC defende a criação legalizada como parte da solução, não do problema
“Essa é a realidade do criador legalizado que quer contribuir com o pacto ambiental e preservar nossas espécies. Mas, ao invés de incentivo, recebe perseguição. Eu sou prova viva disso. E mesmo diante de todas essas dificuldades e retaliações políticas, nossa voz continuará ecoando mais alto”, reforça Nelson Arrué.
A FIC segue firme na sua missão: organizar, representar e defender a criação de animais em ambiente doméstico, de forma ética, legal e transparente, com respeito aos criadores e compromisso com o meio ambiente.

