FIC amplia atuação no Brasil e reforça importância da articulação política para a criação em ambiente doméstico

A criação de aves silvestres em ambiente doméstico no Brasil sempre enfrentou desafios: falta de clareza nas leis, excesso de burocracia e, muitas vezes, ausência de representação direta dos criadores nos espaços de decisão. É justamente nesse cenário que a FIC (Federação Internacional dos Criadores) vem intensificando sua atuação em todo o país.

Sob a liderança do presidente Nelson Arrué, a entidade tem desenvolvido um trabalho estratégico que vai além dos torneios e da organização do setor. O foco agora está na construção de uma base política sólida, capaz de garantir segurança jurídica, reconhecimento e avanços concretos para os criadores.

Por que o apoio político é tão importante?

Muitos criadores ainda se perguntam por que uma federação precisa se envolver com política. A resposta é simples:

👉 as regras que impactam diretamente a criação vêm da política.

Leis ambientais, normativas de órgãos fiscalizadores, autorizações, transportes de aves, uso de anilhas — tudo isso depende de decisões que são tomadas por deputados, senadores e órgãos públicos.

Sem as atividades, o criador acaba ficando em desvantagem.

“Se o criador não estiver representado, alguém vai decidir por ele — e quase sempre sem conhecer a realidade da atividade”, destaca Arrué.

Por isso, a FIC já iniciou o apoio a pré-candidatos a deputados estaduais, federais e senadores, que tenham compromisso com a causa dos criadores em todos os estados do Brasil.

O que já foi feito na prática?

Em apenas 18 meses de trabalho, a FIC já saiu do discurso e partiu para ações concretas:

Rio Grande do Sul

Foi desenvolvido um projeto de lei voltado aos criadores, buscando trazer mais segurança jurídica e clareza nas regras da atividade.

Espírito Santo

O mesmo modelo começou a ser estruturado, com articulação política e alinhamento jurídico.

Santa Catarina

A Federação já iniciou a expansão do trabalho, dando continuidade ao projeto nos estados do sul do país.

👉 Isso mostra que o trabalho não é pontual — ele está sendo replicado em nível nacional.

O maior problema: falta de união e interesses individuais

Arrué também chama atenção para um problema histórico dentro do próprio meio:

“Sempre tivemos muitos caciques para pouco índio. E quando surge algo novo, que não parte desses grupos, acabam tentando barrar. Quando fazem alguma coisa, muitas vezes é pensando no benefício próprio, e quem paga essa conta depois é o criador.”

Essa realidade, segundo ele, atrasou o desenvolvimento da atividade por muitos anos.

A proposta da FIC é diferente:

✔️ trabalho coletivo

✔️ transparência

✔️ benefício direto ao criador

Criação doméstica: preservação, cultura e responsabilidade

Outro ponto importante que a Federação busca reforçar é o entendimento correto sobre a criação em ambiente doméstico.

Criar aves legalizadas não é crime — pelo contrário:

👉 é uma forma de preservação, manejo e continuidade das espécies, quando feita dentro das normas.

Além disso, a atividade movimenta:

  • economia local
  • eventos e torneios
  • comércio de insumos
  • geração de renda

Mas sem leis claras e apoio institucional, o criador fica vulnerável.

O papel do criador nesse processo

A FIC reforça que esse avanço não depende apenas da federação, mas também da participação ativa dos criadores.

É fundamental:

  • buscar informação
  • se associar a entidades sérias
  • acompanhar os projetos de lei
  • apoiar representantes comprometidos

“Estamos mostrando ao criador que o conhecimento é o maior aliado. Quem entende o processo, não fica refém dele”, afirma Arrué.

O que vem pela frente

A Federação já confirmou que irá apresentar oficialmente os pré-candidatos apoiados em breve, abrindo um novo capítulo na organização da categoria.

A expectativa é clara:

👉 construir uma nova fase para os criadores no Brasil, com mais respeito, menos burocracia e maior reconhecimento.

Conclusão: um novo momento para os criadores

O trabalho da FIC representa um passo importante para mudar uma realidade que há anos dificulta a vida de quem cria aves de forma legal e responsável.

Mais do que apoiar candidatos, o objetivo é garantir que, finalmente, o criador tenha voz ativa nas decisões que impactam seu dia a dia.

Porque no fim das contas, a pergunta é simples:

👉 quem deve decidir sobre a criação — quem vive a realidade, ou quem nunca esteve dentro dela?

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