🚨 Operação contra o tráfico de animais mobiliza Ministério Público em 5 estados

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Uma grande operação coordenada pelo Ministério Público está sendo realizada simultaneamente em cinco estados brasileiros no combate ao tráfico de animais silvestres e à falsificação de documentos.

Ao todo, estão sendo cumpridos:

  • 45 mandados de busca e apreensão
  • 20 mandados de prisão
  • 39 investigados

As ordens foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina e estão sendo executadas em cidades de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia.

A ação é conduzida pelo GAECO, órgão ligado ao Ministério Público de Santa Catarina, em apoio à 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, com participação da Polícia Militar Ambiental.

📍 Onde a operação acontece

Em Santa Catarina, os mandados são cumpridos em:

  • Joinville
  • Municípios do Litoral Norte
  • Grande Florianópolis
  • Vale do Itajaí

Nos demais estados, há diligências em cidades como:

  • Curitiba (PR)
  • São Paulo e região metropolitana (SP)
  • Lauro de Freitas (BA)
  • Municípios do sul do Rio Grande do Sul
  • Pelotas e Glorinha

🔎 O que está sendo investigado

Os investigados são suspeitos de:

  • Crimes contra a fauna silvestre
  • Falsidade documental
  • Participação em organização criminosa
  • Screenshot

Segundo o Ministério Público, o objetivo é apreender materiais relacionados ao tráfico de animais, falsificação de documentos e à estrutura da organização criminosa, além de identificar possíveis situações de flagrante.

Animais eventualmente resgatados recebem atendimento imediato e são encaminhados para proteção adequada. Dois médicos-veterinários acompanham as equipes durante as diligências para orientar o manejo correto dos animais.

Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para análise pericial. As investigações seguem sob sigilo.

🟢 Posicionamento da FIC

A FIC – Federação Internacional dos Criadores lamenta o transtorno causado à classe, mas ressalta que apoia integralmente investigações sérias, técnicas e baseadas em provas concretas.

O presidente da FIC, Nelson Arrue, se manifestou sobre a operação:

“Fico feliz por a ação estar sendo conduzida pelo GAECO e pelo Ministério Público, órgãos competentes que realizam investigação com provas reais. Quem falsifica documentos ou anilhas precisa responder por isso. Hoje, as máquinas de gravação a laser possuem HD interno, como um celular. Não adianta apagar dados — tudo fica registrado. Para fatos comprovados, não há argumentos. Fez errado, que pague pelo erro.”

Arrue também destacou que é preciso separar o verdadeiro criador do explorador:

“Não podemos confundir pessoas que se dizem criadores, mas na verdade exploram animais. A nossa classe sofre muito com comparações injustas, o que acaba desestimulando o criador sério, aquele que constrói o pacto ambiental e gera vida dentro da criação em ambiente doméstico.”

⚖️ Uma linha clara entre criação e crime

A FIC reforça que:

  • Defende a criação legal e regulamentada
  • Repudia qualquer prática de falsificação ou tráfico
  • Apoia ações firmes contra organizações criminosas
  • Defende a valorização do criador responsável

A operação marca um passo importante no combate ao tráfico de fauna silvestre e fortalece a distinção entre crime ambiental e criação legal regulamentada.

👏 Parabéns às autoridades pela condução técnica e responsável da ação.

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