📣
Tráfico de animais nas redes sociais: até quando vamos fingir que não estamos vendo?
O caso que agora vem à tona envolve um nome que muitos já devem ter cruzado nas redes sociais: “Pet Souza”, que assim se identifica ao atuar abertamente na comercialização ilegal de animais silvestres. Sim, um suposto “pet” que vive do tráfico de fauna, com registros feitos com o próprio celular — em vídeos, postagens e até transmissões ao vivo — demonstrando remessas de aves em aeroportos de São Paulo, com entregas e embarques organizados à luz do dia.
Junto a ele, aparece também uma cúmplice, “Leka Santos”, facilmente identificável nas redes sociais. Em seu perfil, há vídeos e fotos ao lado dos mesmos animais — ora anunciando como “documentados”, ora, de forma criminosa, deixando claro: “sem documentos”. Alguns conteúdos são publicados com títulos como “Araras documentadas”, “Papagaios com documentos”, seguidos de postagens sem pudor algum, afirmando que os animais estão sendo vendidos sem qualquer autorização legal.

Diante dessas evidências escancaradas, cabe a pergunta inevitável:
🔍
Onde estão os órgãos de fiscalização?
Polícia Civil, IBAMA, Polícia Federal — instituições que se dizem especializadas em crimes ambientais e digitais — parecem focar seus esforços apenas em criadores amadores regularizados e empreendimentos comerciais com endereço fixo, como se o tráfico de verdade não estivesse ocorrendo publicamente nas redes sociais, diante de milhares de visualizações e sem qualquer punição.
A verdade precisa ser dita: o tráfico de animais silvestres nas redes sociais cresce porque o Estado é omisso, ineficiente e contraditório. Enquanto isso, o criador que segue as regras é tratado como suspeito. E o criminoso, livre e ativo, lucra impunemente.
Além disso, os mesmos órgãos que deveriam fomentar o mercado legal transformam o processo de regularização em um labirinto burocrático, afastando o cidadão de bem e abrindo espaço para o ilegal prosperar.
🧱
O vácuo legal e o atraso institucional
Estamos em 2025, e desde 2007 o país espera por uma definição legal clara sobre o que é ou não é um animal “pet” silvestre. O Brasil, que detém uma das maiores biodiversidades do planeta, segue sem saber lidar com sua própria fauna — proibindo a criação legal e permitindo a exploração ilegal.
Enquanto aqui o sistema emperra, estrangeiros controlam espécies nativas, como a ararinha-azul, vendendo ao Brasil, com lucro, o que nos pertence por direito natural e constitucional. Essa contradição é reflexo de um país que fala de proteção ambiental, mas age contra o uso sustentável da biodiversidade.
Na Europa, países como Portugal, Bélgica, Holanda e até nações africanas já entenderam a importância econômica e genética da criação doméstica responsável. Em alguns, mais de 5% do PIB é sustentado por esse setor — com controle, inovação e conservação real.
Aqui, ao contrário, fiscais com discurso ideológico interrompem criatórios legalizados com base em interpretações questionáveis — enquanto o tráfico opera com liberdade nas redes.
⚖️
A impunidade também é crime
A Lei 9.605/98, que trata dos crimes ambientais, não deixa dúvidas: venda ilegal de animais silvestres é tráfico de fauna, com pena de detenção de 6 meses a 1 ano, além de multa. Mesmo assim, vemos nas redes pessoas com CPF, nome e endereço vendendo livremente, sem qualquer ação efetiva dos órgãos responsáveis.
O que temos hoje é um Brasil incoerente, onde quem trabalha certo é punido, e quem comete crime é elogiado como “empreendedor” digital.

✊
Basta de conivência!
Esta não é apenas uma denúncia. É um alerta nacional.
O sistema está falido não por falta de leis, mas por falta de vontade política, formação técnica e coragem institucional para enfrentar o verdadeiro inimigo da fauna: o tráfico real, estruturado e exposto nas redes sociais, protegido pela inércia do Estado.
🙋♂️
Por íntimo — um pronunciamento pessoal
Sou Nelson Arrue, estudante de Direito no 8º semestre, presidente da FIC – Federação Internacional dos Criadores, ex-vice-presidente do SICA Xerimbabo, defensor público da criação legal em ambiente doméstico, e um dos idealizadores e defensores do Pacto Ambiental.
Durante minha trajetória, lutei contra o tráfico verdadeiro, fechei a Avenida Central de Brasília ao lado de criadores sérios, enfrentei audiências, batalhas técnicas e resisti à imposição de servidores públicos que acreditam que pássaros não podem viver em gaiolas — os mesmos que mantêm cães e gatos trancados em apartamentos ou amarrados com coleiras.
Levei 20 anos para construir o nome Nelson Arrue. Com ética, estudo, diálogo e coragem.
Mas em dezembro de 2024, minha história foi manchada por uma denúncia infundada. A Polícia Federal invadiu minha casa, sob acusações absurdas: falsificação de anilhas, inserção de documentos em sistemas oficiais, organização criminosa, tráfico internacional…
Até hoje, nenhuma prova foi apresentada. Nenhuma.
Tentaram me calar. Tentaram destruir minha imagem. Tentaram, mas não conseguiram. E não conseguirão.
Eu sigo em pé. Denunciando. Lutando. Trabalhando pelo bem-estar animal e pela liberdade de criar com responsabilidade.
Aqui não terá “cabralices”, nem conluios ambientais que derrubem um nome construído com dignidade.
Porque quem cala, consente. E quem fala, vai a Roma.
Eu sou Nelson Arrue. Eu sou a voz da criação.
